PROFESSOR FÉLIX

LEMBRANÇAS...

Quando termina a Festa de Sant’Ana, sempre uma lembrança mais forte fica guardada em todos que dela participaram. Mas, neste ano de 2010, nada vai ficar mais forte na memória dos caicoenses e dos visitantes espectadores que o espetáculo SANT’ANA, FONTE DE FÉ E AMOR. Mesmo quem não assistiu ouviu falar e lamentou de não ter visto de tão empolgantes que foram os comentários. Foi um espetáculo totalmente nosso! Quando se decidiu fazê-lo com exclusiva produção seridoense – já acontecida e também glorificada no ano passado -, teve-se em mente o povo do Seridó com sua fé, tradição, emoção e cultura. E o povo deu sua resposta bela, contagiante e emocionante com aplausos, ovações, orações e lágrimas. Toda a equipe pulsou como uma só fonte de energia para que aquilo tudo acontecesse digno de célebres espetáculos. Como um súdito, eu quero reverenciar, principalmente, Francisco Maguila, por sua força, persistência e coragem na direção; Isinha, por sua determinação e poder na produção; Custódio, por seu empenho e gigantesca criatividade; Jonas Linhares, por uma de suas marcantes qualidades que foi a música; Adriano, de Currais Novos, nosso rei da iluminação; Eduardo, por sua perfeição na maquiagem; Fafá, de Currais Novos (Sant’Ana), por ter usado de sua própria aura de candura para encarnar tão bem a padroeira do Seridó; minha mulher, Ana Maria (a Água), pelo poder de voz e representação; o moleque Alexandre Freire Muniz, dono deste blog, que representou o mais autêntico vaqueiro visto e que me fez chorar com sua verdade cênica além deter se revelado um grande diretor. Finalmente, cumprimento emocionado a todos os atores de Caicó, por sua garra e emoção, e de Currais Novos, pela disciplina e criatividade, mas, com encantamento, admiração, respeito e orgulho, reverencio meus atores do Retalhos de Vida – Missinha, Nilvano, Carlos Moreno, Adriana, Jobson, Samara -, pois alguns deles fazem, há cinco anos, das versões desse espetáculo verdadeiras obras de arte. Quero que leiam este escrito vendo-me curvado perante vocês. Obrigado a todos por terem transformado meu texto em algo que fez o nosso povo encantar-se, chorar, levantar-se, aplaudir e levá-lo em algum lugar do seu ser. Conseguimos! Apesar do pouco tempo com o FOGO do suor de muito trabalho, com o medo no AR e com a poeira da TERRA das divergências, a ÁGUA da determinação e a fé em Sant’Ana fazem-nos sentir que conseguimos. Aplausos para vocês, que são agora monstros sagrados das artes cênicas. Obrigado por terem feito com que eu me sentisse teatrólogo.
Professor Félix - 02/08/2010

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Saudades...
Feche os olhos e peça a alguém que leia este escrito, por favor. Fechou os olhos? Então pense num rapaz, pense num jovem bonito, que está na flor em botão da idade, quando a vida se mostra viva e o hoje é o sempre. E tudo é conquistados pela capacidade de ele falar a língua de todos com o fascínio de ser também ouvinte.
Pense num rapaz, num jovem de família aconchegante, cheia de laços e elos. E ele, com carinho e proximidade, conquista os seus para guiá-lo. Admire-se, então, pois ele tem exposta a afetividade que os de sua idade tendem a esconder por medo do mundo.
Pense num rapaz, num jovem vaidoso, cheio de cuidados, pois pode viver a beleza marcante que seduz as mulheres para amá-lo. Sorria, então, pois ele tem a bossa que todos querem para impressionar o próximo e marcar os outros nos prazeres da vida.
Pense num rapaz, num jovem amigo que não mede ações e emoções para estar com os amigos, compartilhar com os amigos, auxiliar os amigos em seus defeitos e qualidades. Impressione-se, então, pois ele tem a fraternidade com a qual gostaríamos de ser agradados.
Pense num rapaz, num jovem pacífico, adepto das brincadeiras e boas artimanhas que o lado bom do mundo ainda oferece a quem aceita viver em paz. Recorde-se, então, pois ele tem a harmonia da idade de ouro e prata que todos temos e tivemos um dia.
Pense num rapaz, num jovem ativo, que seguiu a vontade de viver como quem doma uma rês numa pista de vaquejada, com destreza, segurança, perseverança e imponência. Encha-se de vida, então, pois ele tem a força de que precisamos para estarmos vivos.
Pense num rapaz, num jovem bem humano, que ajuda, que compreende, que ampara, que toma dores, que vive sofrimentos dos outros. É bom tê-lo por perto, estar com a coragem dele. Orgulhe-se, então, pois ele tem o muito do que queremos ter um pouco.
Pense num rapaz, num jovem cheio de planos, não como qualquer um de sua idade, mas com a confiança de que o futuro pertence a ele e aos que acreditam na vida. Para ele, algo muito bom, muito bonito, muito certo, muito estável está esperando por ele. Como quando nos arrumamos felizes para irmos a uma festa. Sonhe, então, pois ele tem os sonhos de que necessitamos para querermos estar vivos todos os dias de uma longa vida.
Agora, por favor, abra os olhos e caia na real. O jovem não mais existe, o rapaz está morto. Alguém o assassinou.

Félix

Memória

O crime aconteceu no dia 26 de outubro de 2007, quando José Teixeira atirou contra um grupo de jovens que saía de uma festa, em Jucurutu.

Thalys foi atingido e morreu a caminho do socorro médico. Sua morte trouxe grande comoção à cidade de Caicó, onde era querido por muitas pessoas.

O julgamento da morte de Thalys será nesta terça feira em Jucurutu, amanhã, 20 de abril.

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